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Câmaras frias e trabalho no inverno: como escolher luvas térmicas

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No inverno do Sul do Brasil e em câmaras frias, o frio reduz a destreza e a sensibilidade das mãos, aumentando o risco de acidentes. A luva térmica é EPI e deve fazer parte da configuração de proteção da função.

Os três indicadores da EN511

A EN511 avalia luvas para o frio com três números: frio por convecção (0–4), frio por contato (0–4) e impermeabilidade (0 ou 1). Para trabalho prolongado em câmaras frias, escolha modelos sem zero em todos os itens, especialmente com impermeabilidade 1, porque a luva úmida perde a capacidade de isolar.

A estrutura de três camadas

Uma luva térmica eficiente tem três camadas: externa corta-vento e hidrorrepelente, intermediária de isolamento (fleece ou fibra térmica) e interna confortável que absorve a umidade. Modelos de "camada única mais grossa", sem isolamento intermediário, praticamente não funcionam abaixo de -5 °C.

Isolamento x destreza

A separação em câmaras frias exige pegar peças pequenas, e luvas muito grossas derrubam a produtividade. Uma boa solução é o sistema de camadas: luva interna térmica fina combinada com luva externa antiderrapante, o que permite ajustar conforme a temperatura de cada área.

Deixe folga no tamanho

Escolha meio número acima do tamanho habitual. O ar parado dentro da luva é parte do isolamento, e uma luva apertada comprime essa camada e prejudica a circulação, deixando a mão ainda mais fria.

Cuidados na manutenção

Não seque luvas térmicas em temperatura alta: a fibra térmica se compacta e perde capacidade de isolamento. Prefira secagem natural, faça a substituição periódica e, em funções de câmara fria, renove o lote a cada 6 meses.

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